
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Adeus 21...Bem-vindo 22!

sexta-feira, 18 de junho de 2010
Os Jingles dos Presidenciáveis.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Vlog - ZagoTv
Achei bacana o Vlog do Felipe Zagonel, que vou deixar aqui para que vcs possam ver. Achei o cara muito criativo. Gato de Cheshire, quem sabe vc tbm não faça seu próprio Vlog? Afinal, vc já tem algumas experiências interessantes, das quais já vi! Acima de tudo a sua criatividade é o seu grande potencial.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Um dia com o Laurentino.
domingo, 13 de junho de 2010
Meu domingo foi apático. Dormi a tarde inteira e acordei triste. Dúvidas infestam a minha cabeça. A quem admiro e espero carinho, faltou-me com isso hoje. Tive uma crise de baixa auto-estima, parece-me que não tenho ideias, e se as tenho parecem tão impossíveis.
Desânimo total. Queria receber palavras de carinho, e não lições de moral de como tenho que ser ou o que tenho que fazer, esparava apenas um afago, umas doces e gentis palavras, queria mimo.
sábado, 5 de junho de 2010
sexta-feira, 4 de junho de 2010
O que fazer de madrugada?
Madrugada rolando, a chuva cai lá fora, um silêncio reina na rua....Ouve-se apenas o barulho da água da chuva se esvaindo pelo cano da calha.
domingo, 30 de maio de 2010
O poder do templo do consumo.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Uma poesia política e analítica do mundo, escrita por meu amigo JONATHAN FELISBERTO
Vamos falar sobre Política
Não pretendo ser presunçoso
Tampouco intrometido
Meu ponto de vista é a poesia
Mas tenho que falar sobre Política
Acho que sou um pouco mais responsável
Mas isto não importa tanto
Este é o último ano de Lula
Iremos sobreviver a esta hecatombe?
O povo brasileiro irá sobreviver sem o Bolsa Família?
Porque a Venezuela entrou para o MERCOSUL?
Eles por acaso são uma democracia?
Decidam por si mesmos
Querido Hugo Chávez,
Você deveria se casar com Kim Jong II
Aquele da Coréia da Norte
Formariam um casal perfeito
Um casal feio, gordo e AUTORITÁRIO
Mas ainda sim seria o primeiro casamento gay da Ásia e da América Latina
Não é Revolucionário?
Amo vocês, HAHAHA
Querido Obama,
Seu discurso me impressiona
Sua figura é a mais POP desde Michael Jackson
Não sou americano, mas todos gostaram
Do presidente astro das revistas e jornais
Com um sorriso brilhante e porte atlético
Ganhador do Nobel da Paz
Acho que Madre Teresa não gostou muito desse detalhe
Afinal Guantánamo ainda funciona
A Guerra no Iraque não acabou
O Afeganistão ainda é um monte de escombros
Os imigrantes ainda lutam por seus direitos
Enquanto seu país aguarda ações mais brilhantes
Do que a sua campanha presidencial
União Européia,
Sinto muito pelo colapso da economia
Mas fico feliz pela laicidade francesa
Afinal todos temem que a França
Se torne uma nação islâmica daqui cem anos
E que Paris se torne a nova Meca
Imaginou o Louvre se tornar uma mesquita?
Mas não se preocupem amigos franceses
Amo tomar café em Montmartre
Enquanto escuto Carla Bruni
Ciao, Silvio Berlusconi
Acho que valeu a pena por hora o olho roxo em Milão
Foi algo parecido com o enforcamento de Mussolini
Ah me perdoe, vocês são tão parecidos
Então longa vida ao novo Nero de Roma
Sua Santidade,
Eu amo a verdade cristã do fundo do meu coração
E acredito no sacrifício dos mártires
Mas o discurso sobre a ecologia humana realmente me chocou
Precisamos proteger o homem, mas porque privá-lo dele mesmo?
Peço desculpas se tenho dezenove anos e não noventa
Acho que por isso que ainda vivemos em 1929 no Vaticano
Vossa Alteza Rainha Elizabeth
Amo a sua família
Afinal é como um enfeite caro e sofisticado
Sem nenhuma serventia, é claro
Perdoem amigos britânicos
Eu sei que não conseguem viver sem a Monarquia
Sinto as coisas ficaram quentes agora
É calor do Oriente Médio
Ou a Bomba Atômica do Irã?
Não importa!
Os aiatolás e Ahamadinejad são um desastre universal
Às vezes penso que as linhas da Constituição Iraniana
São “Os Versos Satânicos”
Desertos, sol escaldante e muitas bombas
Posso ouvir orações em hebraico e árabe
Acho que vêm de Jerusalém
Shalom!
Com licença Israel, mas direi o que deve ser dito
Parem de promover o Holocausto Palestino!
Chorarei por Auschwitzs e pela Antifada
No Muro das Lamentações
Aasalaamu Aleikum*
Apenas gostaria de dizer ao povo Palestino
Que continuem batalhando por sua Terra Prometida
Deus a lhe concederá em breve
Osama Bin Laden?
Onde está você?
Pare de promover o terror no Ocidente e no Oriente
Pare de sujar o nome do Islã!
Saiba que Maomé nem olharia para seu rosto
Até logo Oriente!
Espero que possa me receber algum dia
Nem que seja em Dubai
Pequim!
Adorei as Olimpíadas e os prédios monumentais de Shangai
Pena que meninas recém nascidas morrem todos os dias
Será por causas naturais?
Creio que não
A China é um país machista e aonde se pode ter apenas um filho!
É claro! Que este seja homem!
Afinal quem irá duvidar da rica República Popular da China?
Ninguém iria negar o PIB Pseudo Comunista
Não tenho muita coisa a dizer sobre o Japão
Sinto muito pelas bombas atômicas
Que o mundo não deixe acontecer de novo
E que os famintos da Coréia do Norte
Sejam alimentados
África!
Sempre você foi dividida entre si
Deixem me pegar suas crianças no colo
Eu sinto muito por Ruanda, pela Etiópia e pelo Sudão
A ONU não pode fazer muita coisa
É nossa culpa, é minha culpa
Todo ser humano na terra deve a África
Seja pelas construções em seus países
Seja pela escravidão do passado
A paz e a igualdade chegarão
Eu lutarei junto com vocês!
Esta é a verdade do mundo
Esta é a verdade da Política
Tão hipócrita e mentirosa
Mas ainda ela comanda o universo
Ramsés, Alexandre O Grande, Cleópatra, Julio César
Augusto, Trajano e Calígula
Luís IX, Henrique VIII, Luís XVI, Rainha Vitória
Hitler e Mussolini
Evita Perón, Getúlio Vargas, John Kennedy
Margaret Tatcher, Mao Tse-Tung
Lula, Obama e Cristina Kirschner
Eu quero falar sobre Política
Sempre discutirei sobre o assunto
E tenho dito.
* "Olá" dito em um derivação do árabe na região da palestina.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Estou de Luto.
Estou de luto por uma classe de profissionais que desde o começo da ditadura de 1964 vem sendo perseguida e perdendo prestígio na sociedade, uma classe que deixou de ter poder aquisitivo, uma classe que nos dias de hoje passa a conhecer doenças ocasionadas pelo estresse, pelo medo e pela injustiça.
A atual escola brasileira, tanto as públicas e privadas, está diante de um paradigma desanimador: alunos desinteressados, alunos mal-educados, pais de alunos ausentes, violência, drogas na escola, superlotação das salas de aula e um governo que cercea e criminaliza a categoria dos professores atribuindo a eles o fracasso do ensino.
Estou de luto, porque sei da importância da Educação como libertadora do ser humano. Estou de luto porque a nossa educação não liberta e muito menos ensina.
Denis Roger Faria.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
O conflito
Leciono numa escola central aqui da minha cidade, e há 3 anos venho obtendo sucesso junto aos alunos e ao corpo docente. Como dizem, já sou figurinha carimbada da escola.
Esse ano, confesso que está sendo dificil pra mim, as salas estão mais cheias e as novas safras de alunos estão chegando com mais problemas, que não cabe apenas à escola resolver.
Tem uma sala, que sempre costumo ir, e que os alunos são muito falantes, tem muitas panelas na sala. Conseguir o silêncio para a chamada, já é uma tarefa árdua. Mas no geral, eu tenho que reconhecer que apesar de falantes, muitos alunos desta classe são pessoas boas e simpáticas comigo.
Entretanto, sempre há uns tomates estragados, numa caixa de tomates, e um que é fétido. Esse aluno, desde o começo do ano vem me atormetando, é só eu colocar os pés dentro da sala de aula, que ele já começa a fazer "gracinhas". Digamos, que as "gracinhas" dele são inconvenientes e não apresentam a menor graça.
Em minha aula, ele tem o costume de ficar imitando animais, enquanto estou de costas, às vezes pega pedaço de canudo e fica fazendo um som insuportável com aquilo. Não faz lição, fala bastante, e é um porco, pois fica arrotando na sala de aula.
Antes do recesso eu já quebrei o pau com esse aluno, por ele debochar da minha cara, enquanto eu o avisava que caso não melhorasse o seu comportamento, ele seria mandado para a inspetoria. Ele nem ligava. E vivia atormentando os outros e tirando a atenção da turma durante a aula. Sem contar os palavrões que ele tem em seu vocabulário.
Mas.... Ele levou a primeira suspensão, por ter jogado um aviãzinho na professora, e por sempre estar levando a sua aula como um verdadeiro momento de farra.
Fiquei até contente com a suspensão dele, afinal, eram dias de paz para mim.
Houve o recesso escolar....e quando as aulas voltaram, ele retornou mais cínico e impertinente.
O cúmulo da minha paciência foi ver ele chegar com 20 minutos de atraso, sem me dar satisfação, confesso que ignorei o fato com a finalidade de evitar um novo conflito. Mas quando olho para este ser e o vejo fazendo "bolinha de papel" e colocando na boca, onde mastigava e depois jogava pedaços deste papel com cuspe no colega da frente.
Na hora eu disse:
- Fora da sala. (num tom até que com educação)
- Por quê? O que estou fazendo? (disse ele já com a voz elevada)
- Vc, está mastigando papel e jogando no colega, isso é nojento e não aceito isso. Fora da sala, agora! (já ficando um pouco irritado)
- Eu não vou pra fora! Só porque estou fazendo isso (ele repete o que fazia, jogando bolinha de papel com cuspe no colega).
- Você não vai sair? Não o quero mais em minha classe!
- Eu não vou sair, porque vc vive me perseguindo! (disse ele já gritando, e me encarando com uma cara cínica)
Pausa pra respiração....o sangue começou a ferver, parece que revi todas as atitudes insolentes desse "aborrescente", que mal sabe o que é a vida. E que não dá valor ao estudo que tem.
Então comecei o meu discurso em berros, bufando e com o semblante fechado e vemelho:
- Eu não te persigo, vc que é um aluno que não faz lição, não traz nada de produtivo, atrapalha a minha aula, não para quieto, vive a me testar. Vc é um impertinente. E sai fora da minha sala.
(todos que estavam do lado de fora, e em outras salas ouviram os meus berros, minha paciência tinha esgotado, não sou de estourar com os alunos, mas ontem aconteceu isso.)
Ele se levantou e vinha na minha direção querendo me encarar, ou como se tivesse me chamando pra briga. A sorte é que ele não me tocou, porque senão eu voava em seu pescoço. Ao sair ele gritou bem alto: "VAI TOMAR NO CU"
Eu ainda estava em nervos, vermelhíssimo, a minha vontade era pegar aquele ser derrubá-lo e chutá-lo até sangrar. Quando fico com raiva, nem eu mesmo me conheço. Mas por sorte eu tive controle, e fui até a inspetoria, quando as inspetoras me viram, pensaram que estava passando mal. E na hora relatei, fomos até a vice-diretora, que foi muito receptiva e entendeu, tanto que me viu em estados de nervos, queria que eu me acalmasse. Mas não conseguia....
Nem voltei pra sala, de tão nervoso.
Neste mesmo dia, a mãe do aluno foi até a escola, pois o filho iria tomar supensão por me mandar para aquele lugar. E pasmem! A atitude da mãe foi em defender o filho, e provocar o maior barraco na escola, sendo uma pessoa sem educação com a Diretora, e lançando ameaças contra a escola caso o filho dela ficasse de suspensão. Além de tudo isso, ela queria a mim, sim queria falar comigo, ou melhor, queria me humilhar, queria gritar comigo. Ainda bem que não estava na escola, pois se eu tivesse, do jeito que eu estava era capaz de comprar briga com essa mãe, que afirmava que eu tinha chamado o filho dela de "vesgo", "zarolho" e "asno".
A mulher nem escutava a diretora, a filha dela, que também é minha aluna, mostrou-se igual a mãe, adora ver um barraco acontecer e jogar mais lenha na fogueira. O pai do aluno impertinente chegou, e se mostrou mais sério e compreensível, porém não achava correto o professor, no casou: eu, chamar o filho dele de "vesgo" e "asno".
O clima tava tão quente, que foi preciso chamar a Polícia Militar na escola, pois a mãe persistia em armar o barraco. Até que com a chegada da PM, a mulher ficou um doce e assinou a suspensão do filho.
Depois disso, a diretora quis ouvir a minha versão, e pediu que eu fizesse um Boletim de Ocorrência por desacato ao funcionário público. Fiquei com muito receio, pois não queria incendiar mais as coisas, eu não queria partir para a instância judicial e não fiz, pois não me senti ameação e muito menos densonrado, pois confesso que extravasei toda a minha raiva naquele momento. Além do mais, com a mãe afirmando que eu chamei o filho dela de vesgo, eu poderia ter problemas, pois tem alguns alunos na sala que não me suportam, e fariam de tudo pra me prejudicar, até mesmo inventar histórias contra a minha pessoa. E no caso sendo testemunhas de um B.O. contra a minha pessoa por ter chamado o cara de vesgo, coisa que não fiz. Iria ser um jogo de reciprocidade, eu faço o B.O. porque vc me desacatou e eles fazem o B.O. alegando que eu xinguei o aluno.
E pra ser sincero eu não me senti ofendido com o "Vai tomar no cu", o que me deixou possesso são as brincadeiras imaturas dele, como o seu ato nojeto de jogar o papel com seu cuspe em outras pessoas, o seu cinismo e sua cara de sempre estar debochando de mim. As suas atitudes demonstram que ele é uma pessoa chata e que só serve pra atormentar e testar os limites dos outros.
A diretora, entrou em contato com a escola em que ele estudou, em outra cidade, e adivinhem: ele era o terror nesta escola, sempre provocando confusões e mantendo-se indisciplinado, e a diretora da escola, tinha até perdido a esperança com ele e com a mãe, que sempre se mostrou sem educação e sempre estava a montar barracos para livrar o filho dos castigos pedagógicos.
Deram graças, quando ele mudou de cidade.
Hoje aconteceu o que eu previa, alguns alunos, em especial uma aluna, fez um "pacto" com os seus amigos para falarem mal de mim para a diretora, e que eu havia chamado o muleque de "vesgo". O que eu não esperava, e me senti muito contente, foi com a atitude dos outros alunos que se indignaram com as pessoas que queriam me prejudicar, e foram avisar a diretora. Um outro professor, também ficou "puto" quando soube que certa aluna estava capitaneando outros alunos com o intuito de falarem mal de mim para a direção, e logo ele foi até a diretora e contou tudo.
Conclusão: Fui conversar com a diretora, e ela disse:
"A turma do fundo disse que vc chamou o aluno de vesgo, entretanto, eles não disseram que escutaram, mas que tal aluna disse para eles que você havia chamado o menino de vesgo. Alguns alunos vieram aqui, e desmentiram tudo, disseram que vc não chamou ninguém de vesgo. Aqui recebi até elogios de vc. E em nenhum momento disseram que vc chamou o muleque de "asno" também, mas sim de impertinente, o que realmente ele se mostrou. Mas estou sabendo, e fico muito preocupada, é que uma aluna está armando contra você, dizendo aos alunos para virem falar que vc disse que o aluno é vesgo, e agora tudo se fechou, pois o professor veio confirmar a versão de que tem alunos na sala querendo te prejudicar nesta história. Amanhã mesmo vou tratar deste assunto com a menina e a sua mãe, pois conheço a mãe e sei que ela é uma pessoa bem coerente"
Acabou por aí.....
Mas confesso a vcs, me senti um problema para escola, não queria ter trazido esses acontecimentos para a escola, mas foi inevitavel. Me senti muito mal, horrível, tinha a sensação de que eu estava provocando o fuá. A direção se mostrou muito competente e viu que o aluno é problemático e que a família o acoberta em tudo. E deixou bem claro que eu não trazia problemas à escola, e que isso iria ocorrer cedo ou tarde.
Só pra terminar: eu não me lembro de ter me referido ao aluno como "vesgo", "vesguinho", "zarolho" ou "asno". A prova é que muitos da sala, os alunos bons e competentes me defenderam. É por estes alunos que me sinto gratificado e com orgulho de ser professor, apesar dos problemas.
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Homofobia na escola

Pesquisa revela que 87% da comunidade escolar têm preconceito contra homossexuais
Brasília - Nas escolas públicas brasileiras, 87% da comunidade – sejam alunos, pais, professores ou servidores – têm algum grau de preconceito contra homossexuais. O dado faz parte de pesquisa divulgada recentemente pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP) e revela um problema que estudantes e educadores homossexuais, bissexuais e travestis enfrentam diariamente nas escolas: a homofobia.
Travestis e transexuais são os mais afetados pelo preconceito na escola
Brasília - Em uma sala de aula da 1ª série do ensino fundamental, uma professora pergunta a seus alunos o que eles vão ser quando crescer. Um diz que será médico, outra conta que pretende ser professora. Mas um dos estudantes de 7 anos responde sem titubear: “Quero ser mulher”. A declaração chocou a escola, por isso, o menino e seus irmãos tiveram que procurar outro lugar para estudar. Foi assim que a transexual Beth Fernandes, 40 anos, hoje “mulher de fato e de direito”, como ela mesmo define, foi vítima da homofobia pela primeira vez.
Travestis e transexuais são as maiores vítimas da homofobia dentro da escola. Educadores, psicólogos e entidades consultados pela Agência Brasil são unânimes ao afirmar que esse público é o mais afetado. Para fugir da discriminação, muitas vezes a saída é abandonar os estudos. “É raríssimo encontrar um travesti no ensino médio”, afirma o educador Beto de Jesus, representante na América Latina da Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Trans e Intersexo (ILGA).Beth Fernandes hoje é psicóloga e mora em Goiânia. Há dois anos ela fez cirurgia de mudança de sexo e conseguiu trocar seu nome na carteira de identidade. Diferentemente do que ocorre na maioria dos casos, com muito esforço, Beth fugiu das ruas e da prostituição. “Elas abandonam a escola, depois a família as expulsa de casa e elas vão para rua. Lá são vítimas da exploração sexual, da cafetinagem e depois dificilmente conseguem se inserir no mercado de trabalho. Cerca de 17% das travestis de Goiânia são analfabetas”, ressalta.
De acordo com a coordenadora de Direitos Humanos do Ministério da Educação (MEC), a pasta tem uma demanda muito grande por parte de travestis porque “elas não ficam na escola”. “Aos 9 anos começa a aflorar a questão da sexualidade, elas começam a ser maltratadas e a exploração sexual é quase uma trajetória”, acrescenta.
Beth conta que foi difícil superar o preconceito e muitas vezes pensou em desistir de estudar. “Várias amigas abandonaram a faculdade porque a professora insistia em chamá-las pelo nome masculino, mesmo que pedissem o contrário. É uma barbaridade cruel, um erro de percepção eu olhar para uma pessoa que se configura como mulher e chamá-la de João o tempo todo”, diz. Em Goiás, uma lei do Conselho Estadual de Educação obriga a inclusão do nome social de travestis e transexuais nos registros escolares.
Mas, com informação e orientação, a vida dessas pessoas dentro da escola pode ser diferente. Marina Reidel, de 38 anos, é travesti e dá aulas na rede pública estadual em Porto Alegre (RS). Ela leciona para estudantes de 5ª a 8ª séries do ensino fundamental e nunca teve problema com alunos ou pais. “Nossa escola tem um perfil diferente porque nós já trabalhamos em parceria com uma ONG em cursos de capacitação de professores para a diversidade sexual”, explica.Em 2006, Marina decidiu fazer a cirurgia para colocar prótese de silicone nos seios. A direção ficou receosa com a possível repercussão da mudança. Mas, no período do afastamento, o professor substituto trabalhou em sala com os alunos a questão da diversidade sexual e explicou o motivo da cirurgia de Marina. Ao retomar as atividades, Marina respondeu a perguntas dos alunos curiosos, mas não enfrentou nenhum tipo discriminação.
“Dentro da disciplina chamada de ética e cidadania, que substitui o ensino religioso, os alunos são incentivados a desenvolver projetos e pensar a questão do preconceito. Tenho certeza de que esses jovens vão sair da escola com uma cabeça diferente, não vão espancar travesti na rua como acontece por aí”, diz.
Para Beth Fernandes, a inserção de travestis e transexuais dentro do ambiente escolar pode transformar a visão que a sociedade tem dessa população marginalizada. “É o cotidiano que vai fazer a escola mudar e inserir essas pessoas. A partir do momento em que travestis são tratados como sujeitos de direitos, eles vão continuar em sala de aula. Há um progresso importante nesse processo porque as pessoas podem parar de enxergar aquela pessoa como o sujeito marginalizado, que vive na rua.”
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Religião é uma invenção humana.
Hoje estou postando aqui dois textos da coluna do Filósofo e Jornalista da Folha, Hélio Schwartsman.
Convenhamos que religião e nosso conhecimento do mundo não andam exatamente de braços dados. De um modo geral, virgens não costumam dar à luz (especialmente não antes do desenvolvimento de técnicas como a fertilização "in vitro") e pessoas não saem por aí ressuscitando. Em contextos normais, um homem que veste saias e proclama transformar pão em bife sempre que dá uma espécie de passe seria prudentemente internado numa instituição psiquiátrica. E não me venham dizer que a transubstanciação é apenas um simbolismo. Por afirmar algo parecido --a "impanatio"--, o teólogo cristão Berengar de Tours (c. 999-1088) foi preso a mando da Igreja e provavelmente torturado até abjurar sua teoria. Ele ainda teve mais sorte que o clérigo John Frith, que foi queimado vivo em 1533 por recusar-se a acatar a literalidade da transformação.
Quando se trata de religião, aceitamos como normais essas e muitas outras violações à ordem natural do planeta e à lógica. A pergunta que não quer calar é: por quê?
Ou bem Deus existe e espera de nós atitudes exóticas como comer o corpo de seu filho unigênito ou o problema está em nós, mais especificamente em nossos cérebros, que fazem coisas estranhas quando operam no modo religioso. Fico com a segunda hipótese. Antes de desenvolvê-la, porém, acho oportuno lembrar que a própria pluralidade de tabus ritualísticos depõe contra a noção de Verdade religiosa.
Se existe mesmo um Deus monoteísta, o que ele quer de nós? Que guardemos o sábado, como asseguram judeus e adventistas; que amemos ao próximo, como asseveram alguns cristãos; que nos abstenhamos da carne de porco, como garantem os muçulmanos e de novo os judeus; ou que não façamos nada de especial e apenas aguardemos o Juízo Final para saber quem são os predestinados, como propõe outra porção dos cristãos?
Talvez devamos eliminar os intermediários e extrair a Verdade diretamente nos livros sagrados. Bem, o Deuteronômio 13:7-11 nos manda assassinar qualquer parente que adore outro deus que não Iahweh; já 2 Reis 2:23-24 ensina que a punição justa a quem zomba de carecas é a morte. Mesmo o doce Jesus, fundador de uma religião supostamente amorosa, em João 15:6, promete o fogo para quem não "permanecer em mim".
E tudo isso em troca do quê? A Bíblia é relativamente econômica na descrição do Paraíso, mas o nobre Corão traz os detalhes. Lá já não precisamos perder tempo com orações e preces, poderemos beber o vinho que era proibido na terra (Suras 83:25 e 47:15), fartar-nos com a carne de porco (52:22) e deliciar-nos com virgens (44:54 e 55:70) e "mancebos eternamente jovens" (56:17). O Jardim das Delícias parece oferecer distrações para todos os gostos, mas, se banquetes, prostíbulos e saunas gays já existem na terra, por que esperar tanto... --poderia perguntar-se um hedonista empedernido.
Volumes e mais volumes podem ser escritos para apontar as incoerências e desatinos dos chamados textos sagrados. Se acreditamos que um Deus pessoal chancelou ou ditou cada uma dessas obras, temos, na melhor das hipóteses, um Ser Supremo com transtorno dissociativo de identidade, também conhecido como personalidade múltipla. Espero que, no fim dos tempos Ele esteja judeu de novo. Tenho um primo que faria bom uso do Paraíso...
Voltando às coisas sérias, uma possibilidade mais plausível é que o chamado cérebro espiritual, os módulos neuronais que criam e processam ideias religiosas, seja menos permeável aos circuitos lógicos. Quem faz uma interessante análise do problema é o médico e geneticista americano David Comings em seu monumental "Did man create God?", uma ampla revisão de quase 700 páginas em que o autor esmiúça o caso de Deus sob todas as vertentes da ciência, em especial a neurologia.
Para ele, ao contrário do mais provocativo Richard Dawkins, a religião dá prazer, foi fundamental na evolução de nossa espécie e só será extinta quando o último homem morrer. Mais importante, Comings acredita que os cérebros racional e espiritual, embora funcionem de modo independente um do outro, podem de algum modo ser conciliados no que o autor chama de "espiritualidade racional". Cuidado aqui, o espiritual é uma esfera que abarca a religião, mas é mais ampla do que ela. Inclui outras tentativas de tocar a transcendência.
Num resumo algo grosseiro da mensagem central de Comings, só o que precisaríamos fazer é admitir que foi o homem que criou a ideia de Deus e escreveu os livros supostamente sagrados. Assim, nenhuma religião é verdadeiramente "a Verdadeira" ou intrinsecamente superior às concorrentes. Já não é necessário que guerreemos para descobrir se é o Deus cristão ou muçulmano que está certo. No limite, entregamos Deus para conservar uma espiritualidade menos belicosa, que nos permita a experimentar a transcendência a baixo custo.
É uma proposta engenhosa, mas, receio, muito difícil, quase impraticável. O monoteísmo já traz em germe a ideia de que existe um único caminho para a salvação e todo os que não o seguem estão condenados. Embora a maioria das pessoas consiga enxergar e valorizar as semelhanças entre os Deuses das várias religiões, sempre emergirão grupos mais intolerantes que exigirão o exclusivismo. Por paradoxal que pareça, não se os pode acusar de irracionais. Eles apenas levam realmente a sério o que está escrito. Numa abordagem puramente lógica, o Deus dos católicos e o de Calvino, por exemplo, não podem estar certos ao mesmo tempo. O conflito é uma decorrência do cérebro racional processando uma ideia espiritual.
É claro que podemos e devemos incentivar posições pró-tolerância como a de Comings. Os níveis de guerras religiosas variaram ao longo das épocas, num processo que certamente tem algo a ver com o modo mais ou menos pluralista utilizado pelos clérigos em suas prédicas. Não devemos, contudo, ser ingênuos a ponto de imaginar que o conflito possa ser extinto. O mundo é um lugar cheio de problemas.
De minha parte, embora ímpio contumaz, também acredito em transcendência. Para mim, ela está em atividades biologicamente inúteis às quais nos dedicamos e atribuímos valor, como literatura, música, pintura, filosofia e, por que não?, teologia. Elas podem ser extremamente prazerosas e, no limite, preencher nossas vidas com um significado que a natureza apenas não lhes dá. Mas não é porque a literatura nos leva à transcendência que devemos achar que Aquiles ou Brás Cubas existem.
As relações que travei com gente religiosa no curso da vida foram no geral muito boas. Tenho grande estima por muitas dessas pessoas.
Espero, com essas declarações, descartar as elucubrações daqueles leitores que atribuíram o caráter levemente ateu de minha coluna da semana passada a um trauma religioso ou algo parecido. Aproveito o ensejo para desculpar-me por não ter respondido a todos os e-mails que recebi, como exigiria a boa educação. O volume de mensagens gerado, entretanto, tornava a tarefa quase impossível. Pretendo hoje, no atacado, fazer o que não consegui no varejo.
Antes, porém, mais uma preliminar: não pretendi ofender ninguém com as passagens mais jocosas do texto anterior. Pessoas, de todos os credos e cores, têm o meu respeito, mas só as pessoas, não seus pensamentos. Uma ideia tola é tola não importa quem a tenha proferido. Num passado não tão longínquo, a noção de que pecadores deveriam ser queimados vivos para "salvar" suas "almas imortais" pareceu respeitável a boa parte da humanidade. Felizmente, a tese foi contestada e as ações que provocou são hoje contadas como mais um crime das religiões. Temos, portanto, excelentes motivos para questionar todas as teorias, doutrinas e sistemas que se nos apresentam. Nenhum ideia é sagrada demais para ficar ao abrigo do escrutínio da razão.
E isso nos leva a uma das questões levantadas pelo leitorado: é impossível provar que Deus não existe, de modo que o ateísmo não passa, como as religiões, de uma crença. Reconheço que não conseguimos demonstrar para além de qualquer dúvida seja a existência ou a inexistência de um ente supremo. Mas podemos levar a sérios as teses dos teólogos e, tomando-as como hipóteses científicas, estimar sua probabilidade ou pelo menos verossimilhança.
Bem, quais são as chances de uma pessoa nascer sem que sua mãe tenha mantido relações sexuais? Não são zero, mas são relativamente baixas. Ressurreição? Ainda menores. E quanto à união hipostática, isto é, um indivíduo ter ao mesmo tempo natureza humana e divina, ou, colocando em outros termos, ser simultaneamente ele mesmo e também seu pai? Supondo que isso faça algum sentido, acho que é melhor nem tentar calcular.
Passemos à escatologia. O catecismo 1.052 da Igreja Católica ensina que no dia da ressurreição as almas das pessoas mortas "na Graça de Cristo" serão novamente unidas a seus corpos. Não sou um patologista, mas parecem-me remotas as chances de reutilizar corpos mortos às vezes milhares de anos atrás. Pelo que sabemos, os átomos que compunham essas carcaças já terão se espalhado pela Terra e talvez até escapado de nossa atmosfera e viajado por onde nenhum homem jamais esteve. E o que pensar da reencarnação defendida por espíritas, hinduístas e budistas? Uma parte de nós (alma) que nem sequer é parte, porque não tem matéria, voa por aí penetrando corpos e definindo a essência de seres humanos e às vezes também de outros animais e vegetais antes mesmo de eles nascerem? Que tipo de informação pode o imaterial carregar?
Receio que nenhuma dessas ideias pare em pé senão como manifestações do tal cérebro espiritual ao qual aludi na semana passada.
Alguns leitores me perguntaram porque sempre falo de religião. Já que não creio em Deus, dizem, eu deveria calar sobre o assunto. Minhas reiteradas recaídas no tema indicariam uma vontade secreta de converter-me. "Non sequitur". Meu interesse pela matéria tem caráter sobretudo científico-antropológico. A religião é um fenômeno interessantíssimo. É a única matriz de pensamentos que leva pessoas inteligentes e normalmente racionais a agir como crianças à espera de Papai Noel na noite de 24 de dezembro. E acrescento que as chances de haver um velhote que se veste de vermelho e distribui presentes a bordo de um trenó puxado por renas voadoras parecem significativamente maiores do que as de existir uma inteligência infinita que criou o Universo e se interessa pelo destino individual de cada um dos 7 bilhões de terrestres, aos quais conhece desde criancinhas e de quem exige que não trabalhem aos sábados.
De minha parte, não tenho a pretensão nem o desejo de convencer ninguém a abandonar o seio de sua religião. Imagino que muitos estejam perfeitamente felizes onde estão. Tampouco considero todos os fiéis imbecis apenas por acreditarem. Podem até sê-lo, mas por outras razões. Ao que tudo indica, a fé religiosa tem base neurológica. Ela faria parte de uma rede de ativações neuronais que é independente das conexões do cérebro racional. Pedir para a alguém que abandone suas convicções religiosas ou espirituais não faria muito sentido. "Mutatis mutandis", seria como cobrar de uma pessoa que não sinta emoções como raiva, nojo etc. É algo que não está em seu poder fazer.
Poder-se-ia ver aí mais um argumento para eu desistir de vez de falar de religião. Ocorre que os cérebros racional e espiritual, embora independentes, podem relacionar-se. Eles, afinal, fazem parte da mesma massa encefálica. A razão por si só não vai me fazer parar de sentir medo, mas pode perfeitamente contribuir para modular esse tipo de sensação. Não vamos deixar de temer tudo, mas, com o recurso a terapias de extinção de fobia ou mesmo a drogas, podemos nos livrar de certos medos irracionais.
De modo análogo, o exame crítico das religiões pode servir para que as pessoas percebam que sua espiritualidade é algo mais genérico do que os rituais e condicionamentos de uma determinada igreja. Embora a busca pela transcendência esteja se expressando numa religião em particular, as especificidades deste ou daquele credo não são tão importantes. Pode parecer meio bobo até, mas é um ponto fundamental para que se construa uma religiosidade mais tolerante.
Não devemos, é claro, nutrir ilusões. Homens sempre se mataram e provavelmente sempre se matarão. Se não for pelo Deus para o qual se reza, será pela cor da pele, pelas ideias políticas ou sabe-se lá o quê. Mas mesmo essa tendência irrefreável à barbárie pode ser modulada pela razão. A humanidade é hoje menos violenta do que foi no passado. Quanto menos pretextos tivermos para assassinar o próximo, melhor.
terça-feira, 21 de julho de 2009
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segunda-feira, 20 de julho de 2009
Lula tem retórica.
Uma das melhores entrevistas que eu assisti do Lula.sexta-feira, 17 de julho de 2009
O quinto dos infernos
Eu chorava de tanto rir com os "ai jesus" do ator André Matos que interpretava o Dom João VI, vale a pena ver de novo.
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Eu esperei ansiosamente por esta postagem, acredito ser o momento correto para falar sobre o assunto: deus.Eu nasci em família protestante e desde criança fui instruído em algumas lições cristãs. Lembro-me que na minha fase de criança, sempre me falavam assim "A Bíblia é sagrada e tudo o que está escrito nela é verdade". Acontece que eu recebia essa frase como uma verdade e não podia questioná-la jamais. Uma imposição.Durante os meus 18 meses de vida, sofri um acidente de carro, que até hoje deixa uma cicatriz bem vísivel em minha testa. Eu não lembro nadica do acidente, entretanto, as pessoas ao meu redor que viram tudo o que ocorreu disseram que fui salvo por deus. Então, logo eu tinha que aceitar o poder divino sobre minha vida, pois deus me salvou da morte. Mas eu fico perguntando-me, por quê deus não salva também as pessoas que estão morando em países com guerras cívis? Por quê deus não salva as pessoas que passam fome? Por quê deus me salvou e não salvou outras pessoas que sofreram acidentes e que vieram a falecer? Por quê deus não salva a todos?
Se deus (o deus que me ensinaram, portanto, o cristão) ama a sua criação, por quê ele permite que ela sofra?
É aquela velha história, se você tem um filho, você o deixaria morrer de fome? Evidente, que você faria de tudo para dar o que de comer ao seu filho.
Aquilo que concebemos e criamos passa a ser uma parte de nós, e logo quando nossa criação sofre, fazemos de tudo para que ela não sofra, se fosse possível até prefiriamos sofrer no lugar da nossa criação, para que esta pudesse crescer com saúde, em paz e feliz.
Agora, por quê em certas regiões do nosso Brasil, vemos pessoas abandonas, passando fome, necessidade, sofrendo de dores? Até mesmo nas grandes cidades como São Paulo, você encontra pessoas nas periferias passando fome, não tendo dinheiro para comprar o remédio que ameniza a sua dor física.
Se deus nos criou, por quê ele permite que soframos? Por quê ele permite que existam diferenças sociais entre as pessoas, ou seja, pessoas que nascem ricas e com toda estrutura adequada ao seu desenvolvimento e outras pessoas que nascem pobres e nada possuem?
Por quê as pessoas brigam, se matam? Se deus existe e ama a sua criação, por quê ele permite que pessoas inocentes morram e pessoas corruptas e assassinas sobrevivam?
Por quê nos ensinam que ele, deus, nos ama de maneira igual e justa?
Não nos permitiria ficarmos enfermos.
Não permitira que a injustiça ocorrece conosco.
"Ah, mas isso é uma prova de deus que você tem que passar."
PORRA! SERÁ QUE NÃO EXISTE UMA JUSTIFICATIVA MAIS INTELIGENTE DO QUE ESSA BESTEIRA DE PROVA?
Não cola, isso em mim não cola!
O mais interessante é que cada religião tem seu próprio deus e suas próprias doutrinas.
Segundo o Cristianismo, aqueles que não conhecem a Cristo, ou não creem nele, são infiéis, são pessoas que serão lançados no lago de fogo, como está escrito em apocalipse.
Entretanto, do outro lado do mundo, muitas pessoas nunca ouviram falar de Cristo, e são pessoas de bem, pessoas honestas e bondosas. Você acha que elas mereciam ir ao inferno por quê não conhecem a Cristo?
O engraçado é que se você pegar todas as religiões, todas irão afirmar que o deus dela é o deus verdadeiro e salvador, e que o deus das outras é o falso. Portanto, uma religião anula a outra.
As pessoas acreditam naquilo que as convém. Portanto, sentem-se confortadas em acreditar que existe um deus que as receberá quando elas morrerem, pois ninguém sabe o que vai acontecer depois da morte, apesar de que eu desconfio de que nada vai acontecer mesmo.
A religião é uma droga, uma droga que aquieta as pessoas sobre perguntas doloras que ninguém até hoje conseguiu responder, até mesmo as próprias religiões.
"A religião é o ópio do povo"
Napoleão dizia que "a religião é aquilo que impede os pobres de matarem os ricos". Isso me faz lembrar os programas sensacionalistas do final da tarde, como o "Brasil Urgente" do Datena e o Programa do Ratinho, que adoram mostrar assassinatos, crimes que chocam, e outras coisas, e depois dizem aos telespectadores : "Pessoal, falta deus no coração dos homens, pois o homem crente em deus nunca comete um crime".....BINGO! A religião é uma invenção do homem dominante para intimidar a maioria a não se revoltar contra um sistema imposto, que lhe causa uma condição social precária.
Para mim se existisse um deus que amasse a toda sua criação, sempre iria fazer de tudo para que todos pudessem ter condições boas de vida, e não este mundo desigual, onde somos explorados, sofremos injustiças e enfermidades.
Portanto, quero afirmar que me tornei ateu por causa de deus. Sim, sou ateu graças a deus- este que nos ensinam e não existe, pois se existisse mesmo, o mundo seria bem diferente.
Existem muitas coisas a se discutir, eu só queria colocar isso. Em novas postagens prometo discutir mais este assunto.
"Se deus fez o homem a sua semelhança, logo sou deus?!"
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Alice no País das Maravilhas.
"A trama será uma espécie de sequência do clássico original: Alice (Mia Wasikowska), aos 17 anos, vai a uma festa vitoriana e descobre que está prestes a ser pedida em casamento perante centenas de socialites. Ela então foge, seguindo um coelho branco, e vai parar no País das Maravilhas, um local que ela visitou há dez anos, mas não se lembrava.
Alice no País das Maravilhas é, ao lado de Frankenweenie, um dos dois projetos do diretor com o Walt Disney Studios que serão exibidos em 3D. Johnny Depp, Alan Rickman, Matt Lucas, Michael Sheen, Helena Bonham Carter, Crispin Glover, Christopher Lee e Eleanor Tomlinson também estão no elenco.
O filme estreia em 5 de março de 2010."

quinta-feira, 9 de julho de 2009
Stonewall: para além da "visibilidade"
Abraços, Deni.
Por Marina Fuser e Bia Michel, estudantes da PUC-SP e integrantes do Pão e Rosas
Em 28 de julho de 1969 nos Estados Unidos, a polícia nova-iorquina invadiu um bar homossexual chamado Stonewall Inn, quebrando garrafas, espelhos, o balcão e o banheiro, provocando o maior estardalhaço sem nenhum motivo aparente. Isso era considerado procedimento de rotina, o que se traduz em atos de violência gratuita, fechamento de estabelecimentos sem justificação legal, prisões arbitrárias de travestis e transexuais. A violência policial contra homossexuais assume proporções escandalosas; é quando os abusos e excessos alcançam seus expoentes máximos. Jeremiah Newton, professor da Universidade de Nova Iorque e testemunho dos acontecimentos no Stonewall, atesta:
“Eram os 60, havia muita violência, muitos podiam te bater ali mesmo na calçada e sair impunemente, porque a polícia era contra gays. Eu ia com os amigos ao Stonewall e a outros lugares, raramente saía sozinho. Um protegia o outro. Com muita freqüência havia batidas policiais.”

No episódio, 3 travestis foram empurradas pra dentro de um camburão. Pela primeira vez na história dos Estados Unidos, após anos de tratamento à base de cassetetes, houve resistência por parte dos freqüentadores do bar, que ameaçaram derrubar o camburão caso não as soltassem, e em seguida, latas e garrafas foram lançadas na direção dos policiais. Antes que chegassem novas viaturas, os policiais correram pra dentro do bar, mas a fúria dos manifestantes era tamanha que as portas foram trancadas e o local incendiado. A noite terminou com o saldo de 13 presos. No dia seguinte, a polícia retornou ao local e foi recepcionada por uma multidão de gays, lésbicas, travestis, transexuais, dentre os quais pacifistas e militantes comprometidos com a defesa dos direitos humanos. Fechou-se a 7ª Avenida. O episódio havia repercutido e atraído a atenção de freqüentadores do Greenwich Village que se impactaram com a arbitrariedade dos tiras: todos gritavam em uníssono: “basta de repressão policial!” As palavras de ordem diziam um absoluto NÃO à homofobia e clamavam em defesa do direito mais elementar: o de não ser espancado pelos agentes do Estado.
Marcado com violência expressiva, o conflito entre homossexuais e a polícia nova-iorquina durou 4 noites, com barricadas e enfretamento direto entre as reacionárias forças coercitivas do Estado e aqueles que se mostravam dispostos a lutar pelo fim da opressão que lhes era inferida. O conflito elucidou a falsa promessa de liberdade que subjaz em uma democracia excludente, onde cidadãos são espancados por aqueles que se dizem justiceiros do Estado democrático de direito. As máscaras caem e colocam a desnudo a impunidade e violência que dão o tom do tratamento dedicado aos estratos que se situam a margem da sociedade, aqueles que são alvo de preconceito e exclusão, por sua cor de pele, sexualidade ou classe social.
O relato do professor Newton coloca em relevo a importância do Stonewall no intuito de manter viva a memória e a tradição de luta da população LGBT:
“Há outras histórias de gays que reagiram a autoridades, mas o Stonewall foi um divisor de águas. Quando se é jovem, deve-se curtir a vida, mas também estar ciente do que a sociedade heterossexual pode fazer para machucá-lo. Eles têm as leis e o governo a favor. (...) Stonewall é uma metáfora. Todo gay e lésbica tem um Stonewall em sua vida para superar (...) Foi o nascimento do movimento gay moderno.”[1]
O aniversário do conflito de Stonewall tornou-se uma data comemorativa, que presta homenagens à resistência homossexual. Seu 10º aniversário foi celebrado em uma manifestação com cerca de dez mil homossexuais pelas ruas de Nova Iorque em protesto contra a opressão e a homofobia. Este marco histórico dá origem ao movimento LGBT considerado o mais expressivo do mundo.
Os episódios de Stonewall ocorreram no calor da enxurrada de movimentos sociais a partir do fim dos 1960, como os Black Power, os Black Panthers, as feministas e os ecologistas, o movimento LGBT articula-se e ganha proporções sem precedentes na história. A pesar de sua heterogeneidade ideológica e policlassismo, os movimentos sociais dos anos 1960 lançaram luz sobre o problema da opressão, que não só é orquestrada pelo sistema, mas é funcional a este. Instrumentalizada, a opressão divide a sociedade, desarticula, humilha. Seus estratos mais pobres são dizimados, perdem de vista o horizonte político. O problema da opressão não pode ser solucionado deixando de pé os alicerces sobre os quais repousa a atual sociedade. O Estado burguês não faz valer a igualdade de direitos. Nos bastidores da Parada Gay de São Paulo deste ano, quando o episódio de Stonewall completa 40 anos, o assassinato atroz de Marcelo Campos pouco reverbera nos principais meios de comunicação. A mídia trata assassinatos de homossexuais como corriqueiros, a polícia continua a dedicar-lhes o mesmo tratamento que décadas atrás. Está na hora de dar um basta ao conformismo e retomar as bandeiras de Stonewall. Assumir-se como sujeito significa ir além da bandeira da “visibilidade” hasteada pelos partidos burgueses, pelas ONG’s e pela sociedade de consumo que absorve essa bandeira como um nicho de mercado. Não é a visibilidade o que nós aspiramos, mas a combatividade necessária para se fazer valer os nossos direitos. Não basta sermos vistos, é preciso que nossa voz seja sentida. Viva os 40 anos do Stonewall! Punição aos assassinos de Marcelo Campos! Abaixo a homofobia e abaixo a violência policial!



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