quinta-feira, 16 de julho de 2009

Eu esperei ansiosamente por esta postagem, acredito ser o momento correto para falar sobre o assunto: deus.Eu nasci em família protestante e desde criança fui instruído em algumas lições cristãs. Lembro-me que na minha fase de criança, sempre me falavam assim "A Bíblia é sagrada e tudo o que está escrito nela é verdade". Acontece que eu recebia essa frase como uma verdade e não podia questioná-la jamais. Uma imposição.
Durante os meus 18 meses de vida, sofri um acidente de carro, que até hoje deixa uma cicatriz bem vísivel em minha testa. Eu não lembro nadica do acidente, entretanto, as pessoas ao meu redor que viram tudo o que ocorreu disseram que fui salvo por deus. Então, logo eu tinha que aceitar o poder divino sobre minha vida, pois deus me salvou da morte. Mas eu fico perguntando-me, por quê deus não salva também as pessoas que estão morando em países com guerras cívis? Por quê deus não salva as pessoas que passam fome? Por quê deus me salvou e não salvou outras pessoas que sofreram acidentes e que vieram a falecer? Por quê deus não salva a todos?
Se deus (o deus que me ensinaram, portanto, o cristão) ama a sua criação, por quê ele permite que ela sofra?
É aquela velha história, se você tem um filho, você o deixaria morrer de fome? Evidente, que você faria de tudo para dar o que de comer ao seu filho.
Você deixaria seu filho sofrer de dores terríveis? Logicamente não, você correria ao hospital para levá-lo aos médicos.
Aquilo que concebemos e criamos passa a ser uma parte de nós, e logo quando nossa criação sofre, fazemos de tudo para que ela não sofra, se fosse possível até prefiriamos sofrer no lugar da nossa criação, para que esta pudesse crescer com saúde, em paz e feliz.
Agora, por quê em certas regiões do nosso Brasil, vemos pessoas abandonas, passando fome, necessidade, sofrendo de dores? Até mesmo nas grandes cidades como São Paulo, você encontra pessoas nas periferias passando fome, não tendo dinheiro para comprar o remédio que ameniza a sua dor física.
Se deus nos criou, por quê ele permite que soframos? Por quê ele permite que existam diferenças sociais entre as pessoas, ou seja, pessoas que nascem ricas e com toda estrutura adequada ao seu desenvolvimento e outras pessoas que nascem pobres e nada possuem?
Por quê as pessoas brigam, se matam? Se deus existe e ama a sua criação, por quê ele permite que pessoas inocentes morram e pessoas corruptas e assassinas sobrevivam?

Por quê nos ensinam que ele, deus, nos ama de maneira igual e justa?
Se deus nos amasse de fato, não nos permitiria sofrer.
Não nos permitiria ficarmos enfermos.
Não permitira que a injustiça ocorrece conosco.

"Ah, mas isso é uma prova de deus que você tem que passar."

PORRA! SERÁ QUE NÃO EXISTE UMA JUSTIFICATIVA MAIS INTELIGENTE DO QUE ESSA BESTEIRA DE PROVA?

Não cola, isso em mim não cola!

O mais interessante é que cada religião tem seu próprio deus e suas próprias doutrinas.
Segundo o Cristianismo, aqueles que não conhecem a Cristo, ou não creem nele, são infiéis, são pessoas que serão lançados no lago de fogo, como está escrito em apocalipse.
Entretanto, do outro lado do mundo, muitas pessoas nunca ouviram falar de Cristo, e são pessoas de bem, pessoas honestas e bondosas. Você acha que elas mereciam ir ao inferno por quê não conhecem a Cristo?
O engraçado é que se você pegar todas as religiões, todas irão afirmar que o deus dela é o deus verdadeiro e salvador, e que o deus das outras é o falso. Portanto, uma religião anula a outra.
As pessoas acreditam naquilo que as convém. Portanto, sentem-se confortadas em acreditar que existe um deus que as receberá quando elas morrerem, pois ninguém sabe o que vai acontecer depois da morte, apesar de que eu desconfio de que nada vai acontecer mesmo.
A religião é uma droga, uma droga que aquieta as pessoas sobre perguntas doloras que ninguém até hoje conseguiu responder, até mesmo as próprias religiões.

"A religião é o ópio do povo"

Napoleão dizia que "a religião é aquilo que impede os pobres de matarem os ricos". Isso me faz lembrar os programas sensacionalistas do final da tarde, como o "Brasil Urgente" do Datena e o Programa do Ratinho, que adoram mostrar assassinatos, crimes que chocam, e outras coisas, e depois dizem aos telespectadores : "Pessoal, falta deus no coração dos homens, pois o homem crente em deus nunca comete um crime".....BINGO! A religião é uma invenção do homem dominante para intimidar a maioria a não se revoltar contra um sistema imposto, que lhe causa uma condição social precária.
Para mim se existisse um deus que amasse a toda sua criação, sempre iria fazer de tudo para que todos pudessem ter condições boas de vida, e não este mundo desigual, onde somos explorados, sofremos injustiças e enfermidades.
Portanto, quero afirmar que me tornei ateu por causa de deus. Sim, sou ateu graças a deus- este que nos ensinam e não existe, pois se existisse mesmo, o mundo seria bem diferente.
Existem muitas coisas a se discutir, eu só queria colocar isso. Em novas postagens prometo discutir mais este assunto.


"Se deus fez o homem a sua semelhança, logo sou deus?!"

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Alice no País das Maravilhas.

Amigos, Tim Burton está dirigindo o filmes de Alice no país das Maravilhas.

"A trama será uma espécie de sequência do clássico original: Alice (Mia Wasikowska), aos 17 anos, vai a uma festa vitoriana e descobre que está prestes a ser pedida em casamento perante centenas de socialites. Ela então foge, seguindo um coelho branco, e vai parar no País das Maravilhas, um local que ela visitou há dez anos, mas não se lembrava.

Alice no País das Maravilhas é, ao lado de Frankenweenie, um dos dois projetos do diretor com o Walt Disney Studios que serão exibidos em 3D. Johnny Depp, Alan Rickman, Matt Lucas, Michael Sheen, Helena Bonham Carter, Crispin Glover, Christopher Lee e Eleanor Tomlinson também estão no elenco.

O filme estreia em 5 de março de 2010."



Dá um close no Johnny Depp como o Chapeleiro Louco










quinta-feira, 9 de julho de 2009

Stonewall: para além da "visibilidade"

Eu recebi esse texto por e-mail do meu amigo Guaru, acredito ser uma reportagem de algum site, não tive tempo de constatar, mas faço questão de publicá-lo aqui no meu blog. Leiam, é importante para toda a sociedade saber de alguns fatos como este.
Abraços, Deni.


Por Marina Fuser e Bia Michel, estudantes da PUC-SP e integrantes do Pão e Rosas

Em 28 de julho de 1969 nos Estados Unidos, a polícia nova-iorquina invadiu um bar homossexual chamado Stonewall Inn, quebrando garrafas, espelhos, o balcão e o banheiro, provocando o maior estardalhaço sem nenhum motivo aparente. Isso era considerado procedimento de rotina, o que se traduz em atos de violência gratuita, fechamento de estabelecimentos sem justificação legal, prisões arbitrárias de travestis e transexuais. A violência policial contra homossexuais assume proporções escandalosas; é quando os abusos e excessos alcançam seus expoentes máximos. Jeremiah Newton, professor da Universidade de Nova Iorque e testemunho dos acontecimentos no Stonewall, atesta:

“Eram os 60, havia muita violência, muitos podiam te bater ali mesmo na calçada e sair impunemente, porque a polícia era contra gays. Eu ia com os amigos ao Stonewall e a outros lugares, raramente saía sozinho. Um protegia o outro. Com muita freqüência havia batidas policiais.”



No episódio, 3 travestis foram empurradas pra dentro de um camburão. Pela primeira vez na história dos Estados Unidos, após anos de tratamento à base de cassetetes, houve resistência por parte dos freqüentadores do bar, que ameaçaram derrubar o camburão caso não as soltassem, e em seguida, latas e garrafas foram lançadas na direção dos policiais. Antes que chegassem novas viaturas, os policiais correram pra dentro do bar, mas a fúria dos manifestantes era tamanha que as portas foram trancadas e o local incendiado. A noite terminou com o saldo de 13 presos. No dia seguinte, a polícia retornou ao local e foi recepcionada por uma multidão de gays, lésbicas, travestis, transexuais, dentre os quais pacifistas e militantes comprometidos com a defesa dos direitos humanos. Fechou-se a 7ª Avenida. O episódio havia repercutido e atraído a atenção de freqüentadores do Greenwich Village que se impactaram com a arbitrariedade dos tiras: todos gritavam em uníssono: “basta de repressão policial!” As palavras de ordem diziam um absoluto NÃO à homofobia e clamavam em defesa do direito mais elementar: o de não ser espancado pelos agentes do Estado.

Marcado com violência expressiva, o conflito entre homossexuais e a polícia nova-iorquina durou 4 noites, com barricadas e enfretamento direto entre as reacionárias forças coercitivas do Estado e aqueles que se mostravam dispostos a lutar pelo fim da opressão que lhes era inferida. O conflito elucidou a falsa promessa de liberdade que subjaz em uma democracia excludente, onde cidadãos são espancados por aqueles que se dizem justiceiros do Estado democrático de direito. As máscaras caem e colocam a desnudo a impunidade e violência que dão o tom do tratamento dedicado aos estratos que se situam a margem da sociedade, aqueles que são alvo de preconceito e exclusão, por sua cor de pele, sexualidade ou classe social.

O relato do professor Newton coloca em relevo a importância do Stonewall no intuito de manter viva a memória e a tradição de luta da população LGBT:

“Há outras histórias de gays que reagiram a autoridades, mas o Stonewall foi um divisor de águas. Quando se é jovem, deve-se curtir a vida, mas também estar ciente do que a sociedade heterossexual pode fazer para machucá-lo. Eles têm as leis e o governo a favor. (...) Stonewall é uma metáfora. Todo gay e lésbica tem um Stonewall em sua vida para superar (...) Foi o nascimento do movimento gay moderno.”[1]

O aniversário do conflito de Stonewall tornou-se uma data comemorativa, que presta homenagens à resistência homossexual. Seu 10º aniversário foi celebrado em uma manifestação com cerca de dez mil homossexuais pelas ruas de Nova Iorque em protesto contra a opressão e a homofobia. Este marco histórico dá origem ao movimento LGBT considerado o mais expressivo do mundo.

Os episódios de Stonewall ocorreram no calor da enxurrada de movimentos sociais a partir do fim dos 1960, como os Black Power, os Black Panthers, as feministas e os ecologistas, o movimento LGBT articula-se e ganha proporções sem precedentes na história. A pesar de sua heterogeneidade ideológica e policlassismo, os movimentos sociais dos anos 1960 lançaram luz sobre o problema da opressão, que não só é orquestrada pelo sistema, mas é funcional a este. Instrumentalizada, a opressão divide a sociedade, desarticula, humilha. Seus estratos mais pobres são dizimados, perdem de vista o horizonte político. O problema da opressão não pode ser solucionado deixando de pé os alicerces sobre os quais repousa a atual sociedade. O Estado burguês não faz valer a igualdade de direitos. Nos bastidores da Parada Gay de São Paulo deste ano, quando o episódio de Stonewall completa 40 anos, o assassinato atroz de Marcelo Campos pouco reverbera nos principais meios de comunicação. A mídia trata assassinatos de homossexuais como corriqueiros, a polícia continua a dedicar-lhes o mesmo tratamento que décadas atrás. Está na hora de dar um basta ao conformismo e retomar as bandeiras de Stonewall. Assumir-se como sujeito significa ir além da bandeira da “visibilidade” hasteada pelos partidos burgueses, pelas ONG’s e pela sociedade de consumo que absorve essa bandeira como um nicho de mercado. Não é a visibilidade o que nós aspiramos, mas a combatividade necessária para se fazer valer os nossos direitos. Não basta sermos vistos, é preciso que nossa voz seja sentida. Viva os 40 anos do Stonewall! Punição aos assassinos de Marcelo Campos! Abaixo a homofobia e abaixo a violência policial!

domingo, 5 de julho de 2009

Fuck you para os Homofóbicos

Sim, este vídeo foi feito por alguns integrantes da comunidade GLS do Brasil, depois de ter virado sucesso no mundo inteiro onde em muitos países foram produzidos esses vídeos para dizer um "Foda-se homofóbicos".
Vi no blog do Yag-nacontramao, e resolvi postar aqui tb.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

As duas vacas em outros regimes políticos



Comunismo (idealizado): você tem duas vacas. Os seus vizinhos o ajudam a cuidar das vacas e todos compartilham o leite.

Comunismo: você tem duas vacas. Você cuida das vacas, mas todo o leite fica com o governo.

Socialismo: Você tem duas vacas. O governo as tira de você e as coloca num curral, juntamente com as vacas de todo mundo. Você tem que cuidar de todas as vacas. O governo lhe dá um copo de leite.

Socialismo utópico: Você tem duas vacas. Espontaneamente você cede uma delas ao seu vizinho que não tem nenhuma e todos são felizes.

Marxismo: Você tem duas vacas. Porém, para reduzir a exploração do proletariado, é necessário que o povo conspire uma revolução para convencê-lo que você não precisa de duas vacas.

Comunismo Russo: Você tem duas vacas. Você tem que cuidar delas, mas o governo fica com o leite todo. Você rouba o máximo possível do leite e o vende no mercado negro.

Comunismo Cambojano: Você tem duas vacas. O governo pega as duas e fuzila você, acusando-o de ser um capitalista criminoso centralizador dos recursos de produção da Nação e fomentando a fome de seu Povo.

Comunismo Rosa (desbotado): Você tem duas vacas. Você é um capitalista.

New Deal: Você tem duas vacas. O governo mata uma delas, você ordenha a outra e então joga fora um pouco de leite.

Ditadura Iraquiana: Você tem duas vacas e é fuzilado por suspeita de ser instrumento do imperialismo americano com o objetivo único de contaminar todos os rebanhos do pais.

Ditadura militar: você tem duas vacas. O governo fica com as duas vacas para alimentar os corruptos que o apoiam. Tortura e depois lhe mata porque você é um subversivo perigoso.

Ditadura militar (v. 2.0): você tem duas vacas. O governo fica com as duas e prende você para averiguações.

Fascismo: você tem duas vacas. O governo toma as duas vacas, contrata você para cuidar das vacas e vende o leite a você.

Nazismo: você tem duas vacas, o governo mata você e toma as vacas.

Anarquismo: você tem duas vacas, seu vizinho mata uma e carrega a outra.

Totalitarismo: Você tem duas vacas. O governo mata você para ficar com as duas vacas, já que o preço da vaca no mercado internacional está bom.

Imperialismo: você tem duas vacas e rouba um touro.

Democracia: você tem duas vacas. Os vizinhos decidem como repartir o leite.

Democracia representativa: você tem duas vacas. Você e os seus vizinhos marcam uma eleição para escolher quem irá dizer como o leite será repartido.

Ditadura militar latino-americana: você tem duas vacas. O governo mata você, vende as vacas e manda o dinheiro para um banco suíço.

Democracia surrealista: você tem duas vacas. O governo lhe aplica uma pesada multa porque um quitinete não é lugar de criar duas vacas.

Democracia britânica: você tem duas vacas. Você aporrinha tanto as vacas que elas ficam loucas. O governo não está nem aí… A família real mantém as aparências perante a imprensa.

Democracia americana: o governo promete lhe dar duas vacas se você votar nele. Após a eleição, o presidente é acusado de especular no mercado futuro de vacas. Importante jornal descobre o que existe por trás das vacas (!) e cria um escândalo chamado Cowgate (não confundir com o dentifrício). O presidente é forçado a renunciar e as vacas contratam advogado para acionar o governo por quebra de contrato.

Democracia francesa: você tem duas vacas. O governo baixa regras sobre a forma de as alimentar e ordenhá-las. Paga um gordo subsídio para você reduzir a produção para continuar faturando e não ter de ir procurar emprego na cidade. Depois, manda você desfilar com as vacas em frente a lanchonete de gringo.

Democracia verde (politicamente correta): você tem duas vacas. O governo manda você soltá-las no pasto.

Democracia surrealista (v. 2.0): você tem duas vacas cor de rosa. Elas flutuam placidamente sobre uma relva de cores fortes. O governo? No governo só há políticos honestos e eles não estão nem aí para suas vaquinhas amarelas.

Feudalismo: Você tem duas vacas. O senhor, le Baron de La Merde-Rouge, fica com a maior parte do leite para alimentar a família dele.

Sindicalismo: Você tem duas vacas, você paga uma ao vaqueiro pelo salário combinado e a outra para o mesmo na ação que ele move contra você na justiça do trabalho.

Burocracia: Você tem duas vacas. Primeiro, o governo traça normas para determinar como você vai poder alimentá-las e quando vai poder tirar leite delas. Depois, ele lhe paga para não tirar leite delas. A seguir, ele pega as duas vacas, mata uma a tiros, tira o leite da outra e joga o leite fora. Depois, manda você preencher um formulário em cinco vias para explicar o que foi.

República de bananas: Você tem duas vacas. O governo retira-lhe as vacas e mata-o por ser contra a revolução.

Democracia na UE: Você tem duas vacas. Ao fim de algum tempo candidata-se a um fundo comunitário para comprar uma ordenha mecanizada. Gasta-o no novo modelo da BMW (também é mecanizado!!!, qual é o problema?). Se as vacas dão muito leite você pede um subsídio porque não tem onde o armazenar. Se dão pouco leite pede um subsídio porque não tem outro meio de subsistência. Além disso você pede sempre combustível agrícola para o seu BMW.

Democracia kosher israelense: Você tem duas vacas. O rabino pede para elas tirarem a língua de fora e dizerem shloshim ve shalosh. Olha para você, diz que elas não são kosher e manda queimar as duas. Você paga uma graninha, consegue salvar uma e fica rico abastecendo o Beit Chabad de Jerusalém.

Doutrina Social da Igreja: Você tem duas vacas e dá uma para a paróquia, para fornecer leite ao vigário.

Perestroika: Você tem duas vacas. Você deve tomar conta delas, mas a Máfia Russa fica com todo o leite. Você consegue desviar, ilegalmente, parte do leite para vendê-lo no mercado “livre”.

Feminismo: Você tem duas vacas. Elas se casam e adotam uma novilha.

Dadaísmo: Você tem duas girafas. O governo manda você tomar aulas de sanfona.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Greve em Leme

Continua....a greve em Leme-SP continua. Força povo! Vcs vão vencer esta luta e terão maior dignidade.

Mas falando em prefeitura....
Alguém poderia me explicar por quê não temos técnicos nas secretarias municipais?
Temos 18 secretarias municipais, e eu sei apenas que o Secretário do Meio Ambiente é o Senhor João Cerbi, também vereador...Este adora acumular cargos e receber mais...
Então, gostaria de saber se o JOÃO CERBI possui alguma formação que o capacite dirigir a Secrataria do Meio Ambiente?
João Cerbi é formado em Engenharia Ambiental, Biologia, Ecologia ou Geografia?
O cara tem algum curso superior, de fato?

O que me chocou também é que no site da prefeitura de Leme, nos links para as secretarias, não aparece os nomes dos secretários municipais. Eu não sei quem são os secretários municipais de Leme, e se eles possuem competência e formação para dirigir as secretarias. Eu não sei quem dirige a cidade!
Vc, vc sabe quem é o Secretário da Educação? O Secretário da Saúde? Vc sabe?
Vc sabe se esses secretários possuem formação técnica que os permitam dirigir as secretarias municipais?

Chega de apadrinhamento político, exigimos uma prefeitura transparente e com secretários capacitados e competentes.

sábado, 30 de maio de 2009

Augusto

Augusto nasceu no inverno, sua avó foi visitá-lo na maternidade e comentava com as enfermeiras o baita frio que fazia lá fora. O seu pai, no outro canto da sala comemorava o nascimento de mais um filho homem.
Augusto, cresceu em baixo da saia da mãe, adorava brincar de boneca com a prima, mas tudo em muito segredo, pois era feio um menino brincar de Barbie, entretanto, ele não sabia o por quê.
Augusto amava as princesas da Disney: Cinderella, Branca de Neve, A bela adormecida, A pequena Sereia, etc.
Augusto ao conversar, sempre tinha uma fala fina, motivo de piada, afinal uma voz fina era coisa de menina. Sempre que seu tio ligava para casa, e ele atendia, escutava comentários de que ele deveria falar mais grosso.
Augusto imitiva a Xuxa, a ponto de fazer seu próprio Xou da Xuxa, com direito a um pedaço de cabo de vassoura como microfone.
Augusto gostava de brincar com um primo, até que sentia coisa estranhas, faziam coisas que pareciam erradas, mas gostavam, porém ninguém podia saber.
Augusto sempre detestou futebol, não achava graça em ficar correndo atrás de uma bola.
Augusto mantinha bom coportamento na frente dos outros, tinha bons modos, e não dava trabalho na escola ou na casa dos outros.
Augusto percebeu que quando você queria desqualificar uma pessoa, ou xingá-la, bastava dizer a esta pessoa: "Seu viado", "Seu Bicha", "Seu Gay", mesmo que a pessoa não fosse o significado dessas palavras.
Augusto escutou do seu pai um dia que a maior tristeza de um pai é ter um filho viado.
Augusto foi repreendido por sua mãe, porque sua mão estava mole, ou seja, desmunhecada.
Augusto se fechava em seu mundo, criava personagens, reinos encatados, onde se refugiava e era feliz, tudo isso em papéis e pensamentos.
Augusto na escola era caçoado pelo fato de que não era como os outros meninos.
Augusto era um bom aluno.
Augusto ficou sabendo na igreja, que era pecado um homem se vestir de mulher, ou uma mulher se vestir de homem.
Augusto se tornou crente.
Augusto descobriu o que era se masturbar, e passava longos minutos no banheiro, mas só sentia prazer quando pensava no colega de classe.
Augusto sabia que estava agindo errado, e que pensava coisas que não deveria pensar.
Augusto tinha medo de que fosse pro inferno, pois na igreja diziam que havia um Deus, do qual não se podia esconder nada, até mesmo o pensamento.
Augusto não conseguia mudar, sentia-se triste, chorava, queria ser como o irmão, queria gostar de meninas.
Augusto sabe que é gay, mas não aceita.
Augusto vai na igreja, mas não muda, continua gay.
Augusto desiste da igreja.
Augusto é dissimulado, se esconde, evita "dar pinta".
Augusto havia economizado, durante 2 meses, 15 reais para comprar a sua primeira revista Gmagazine, mas fica com medo de ser descoberto por sua mãe que vive a mexer em suas coisas, e joga a revista fora 2 dias depois.
Augusto nunca tinha beijado uma menina na vida, e já tinha 15 anos.
Augusto dá o seu primeiro beijo numa garota, e sente nojo, não gostou daquilo, achou sem graça.
Augusto novamente fica preocupado com o fato de Deus estar olhando, vendo tudo.
Augusto faz uma promessa a Deus, diz que vai mudar, não vai mais pensar nos garotos do colégio.
Augusto descobre que seu melhor amigo gostava de um menino, e se afasta dele, pois era covarde, por não se aceitar gay, então, nunca iria aceitar um amigo gay. Ele tinha feito uma promessa a Deus, então não podia andar com pessoas gays, pois Deus não iria gostar.
Augusto quebra a promessa, e se revolta com Deus.
Augusto escuta seu pai sempre o cobrar por melhores posturas, como não gestícular muito com as mãos enquanto fala.
Augusto se aceita, mas sabe que não pode contar para a sua família;
Augusto tem um grande amigo, que é crente conservador, e sempre critica os gays.
Augusto pensa que as pessoas tem direito de ser o que querem, mas sabe que não pode ser verdadeiro em casa, senão o seu pai lhe daria uma surra, e o colocaria para fora de casa.
Augusto fica apaixonado pelo professor, seu 1º amor platônico.
Augusto ganha seu 1º computador, e descobre uma certa liberdade no cyberespaço.
Augusto entra em sites gays, e em chats para gays.
Augusto conhece um cara de outra cidade, e passado 1 mês, sai com ele.
Augusto faz sexo pela primeira vez num Ford Ká prata estacionado numa rua escura.
Augusto conta para a sua mãe que ele é gay, sua mãe disse que já sabia, e pede que ele nunca se vista de mulher ou vá em paradas do orgulho gay.
Augusto começa a sair com vários meninos.
Augusto namora sério, mas não durou muito tempo.
Augusto vai pela primeira vez na parada gay.
Augusto nunca deu trabalho para os seus pais, sempre foi bom aluno, sempre esforçado, não brigava, não bebia, não fumava e não usava drogas.
Augusto escuta seu pai comentar com a sua mãe que sentia vergonha dele, porque ele não tinha postura de macho, mas sim de um viado.
Augusto decidi sair de casa, pois não queria ter que olhar para o seu pai e saber que era motivo de vergonha.
Augusto não sai de casa, porque sua mãe contou para o seu pai a verdade, e caso o filho fosse embora de casa, ela iria culpar o marido.
Augusto ouve seu pai dizer que Deus está castigando ele.
Augusto se fecha em seu quarto. Apesar do pai saber que ele é gay, ele não pode receber amigos gays em casa e nem comentar nada do mundo gay. É assunto proibido em casa.
Augusto quer conversar com sua mãe sobre o que pensa, mas sua mãe sempre desvia a conversa, apesar dela aceitar a sexualidade do filho, ela nunca busca saber de mais.
Augusto tem um irmão machista, que apesar de saber sobre sua sexualidade, adora comentar piadinhas de gays, ou fazer caras de nojo quando vê uma cena de gays na televisão.
Augusto descobre que não pode viver mais em sua casa, pois não pode ser ele mesmo.
Augusto odeia a sociedade que é hipócrita, e cheia de preconceitos, até ele mesmo sente alguns preconceitos por ter sido criado neste ambiente.
Augusto quer poder não precisar esconder de ninguém sua sexualidade.
Augusto quer andar no meio da rua e não ser apontado.
Augusto quer ser Auguto de verdade.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Coréia do Norte, a enxaqueca da China!

Bem amigos do PseudoGeo..(nossa essa ficou muito Galvão Bueno).
Vcs acompanharam que um pequeno país socialista da Ásia, anda enchendo o saco da metade do mundo?
Pois bem, a Coréia do Norte anda fazendo testes de bombas nucleares, tudo por causa de um ditador maluco que brinca com o poder. Já que ele está velho, deve estar pensando assim: "Já que vou logo morrer, quero deixar um monte de gente puta da vida".
Na minha opnião, esse testes nucleares não passam de pura exibição e tentativa de chantagear nações ricas, afim de conseguirem dinheiro para eles parerem de brincar de soltar bombinhas atômicas.
hehehe

Sim, Kim Jong-il - ditador da Coréia do Norte, anda abusando de mais. E desafiando até mesmo, seu vizinho forte e bondoso com o seu país, a China.
A China sempre defendeu a Coréia do Norte, e é a principal responsável por não deixar que se desenvolvam no Conselho de Segurança da ONU as propostas de sansões econômicas ao país frágil que é governado por um louco.
É fácil imaginar o porquê:

1º Se aprovada alguma sansão econômica para Coréia do Norte, o país ficaria as mínguas, e haveria uma fuga em massa de coreanos para a fronteira com a China, pois eles não teriam nem o que comer em seu próprio país.

2º A China perderia a sua influência política e econômica sobre a Coréia do Norte.

3ºCom as sansões econômicas, o ditador logo saíria do poder, e poderia haver uma revolução findando no colapso do socialismo norte-coreano, e possívelmente o país se tornaria a mais nova economia capitalista, que buscaria fazer parcerias com a Coréia do Sul, Japão e até mesmo os EUA, saíndo da influência chinesa.


Kim Jong-il (o coreano maluco) e Hu Jintao (o presidente-ditador da China)
Hoje, deparei-me com a seguinte pergunta: Será que vou ficar sozinho?
Será que não terei minha alma gêmea?
Dizia um amigo, muito sábio, que não existe alma gêmea e nem pessoa perfeita.
Eu então, desconfiava disto, e outras afirmações dele, entretanto, estou começando a acreditar que ele estava correto.
Por que temos a visão de que a felicidade consiste em arrumar seu par, casar, ter filhos, netos, cachorros, etc?
Detesto essa visão do "homem heterossexual-europeu-branco-cristão""!(A minha amiga sempre diz isto)
Mas confesso que até agora é a única visão que enxergo.
Quero desistir desta visão, e acho que vou conseguir isso, porém, não por vontade própria e sim por não alternativas.
Sem saber mais o que falar, recorro ao Google e digito: "o amor não existe", e achei esta frase abaixo, gostei dela.


O Amor não existe, resume-se a conveniências de tempo e de espaço.

sábado, 23 de maio de 2009

Leme em Greve


O pacato feudo da depressão periférica da borda leste da bacia do Paraná (desculpem, mas isso é coisa de geógrafo), Leme-SP, está vivenciando uma greve dos servidores públicos municipais. O movimento de paralisação deve-se a falta de ajuste salarial, o que não ocorre a 5 anos, sem contar que a média salarial do servidor público lemense é a mais baixa da região, uma vergonha.
Espero que o Senhor Feudal, o prefeito Wagão, resolva a questão.
A maioria dos participantes da greve são professores, que estão ali para exigir seus direitos e expressar suas indignações perante o salário que é hilário de tão baixo.
Não adianta, portanto, os vereadores dizerem que os grevistas são baderneiros, pois a maioria das pessoas em greve, são pessoas estudadas e com curso superior, diferente dos que ficam sentados no pau de galinheiro e só fazem reuniões de segunda-feira. Sim, refiro-me aos vereadores. Sem contar que o servidor público faz uma prova, exigindo conhecimentos de matemática, português, atualidades e conhecimentos específicos, diferente dos que ficam na câmara municipal, e que lá habitam porque compram votos em época eleitoral. Nossa, devem ter muitos lá que não sabem nem ler direito, ou fazer um exercício matemático de 8ª série, como uma equação do 2º grau. Será que os vereadores sabem dizer quem são os ministros da Fazenda, Casa Cívil, Educação e Saúde? Será que os vereadores sabem a capital dos estados brasileiros?


Mas vamos analisar umas coisinhas:
O Prefeito, ops, O Senhor Feudal, O Coronel, Wagner Ricaro Antunes Filho, "El Wagon" (O Wagão), está até que "bem na fita", pois na situação política munícipe, ele conta com todos os vereadores da câmara, ou seja, não há nenhum vereador da oposição... Isso mesmo, todos os vereadores são da situação...
Dá-me náuseas discutir política lemense, não há como! Quando escrevo que Leme é um feudo, não estou querendo zombar de minha cidade por ser pequena, ou por ter um PIB movido principalmente pela produção agrária, mas é pelo fato de que são as mesmas pessoas que comandam esta cidade desde o final da ditadura, sim, os coronéis da maçonaria lemense, estes comandam Leme como bem querem e entendem.
E o pior, a nossa população, a maioria, não sabe questionar e cobrar. Se há alguma construção pública, o povo logo pensa "nossa, o prefeito é bão, ele tá fazendo um monte de coisa", "eu gosto do prefeito, porque ele deu material para os meus filhos"... Gente isso é uma obrigação da prefeitura, ela deve buscar atender as necessidades da sua população, porque trabalha pelo bem da mesma.
Agora ninguém questiona os desvios de verba pública praticado pela prefeitura e alguns vereadores, ninguém questiona que temos 3 vereadores com processos tramitando na justiça, ninguém questiona que nosso magnânimo Senhor Feudal possui processos de improbidade administrativa (corrupção, acordos ilícitos, vantagens ilegais, etc).

Desejo aos funcionários públicos de Leme, meu total apoio!
Ah! Não se esqueçam de votar direito na próxima eleição. ANALISE SEU CANDIDATO, VEJA SE ELE É IDÔNEO, SE ELE NÃO COMETEU CORRUPÇÃO ENQUANTO SEU REPRESENTANTE NO GOVERNO, E OUTRAS COISAS...

lembre-se: "O POVO NUNCA DEVE TEMER AO SEU GOVERNO, MAS É O GOVERNO QUE DEVE TEMER AO SEU POVO"

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Evolução da Dança

Eu fiquei muito extasiado quando vi estes vídeos "Evolution of dance", pois o artista e humorista, Judson Laipply, em 6 minutos consegue concatenar 60 anos das danças e seus respectivos estilos musicais.
Vale a pena ver, além de ser muito engraçado.




segunda-feira, 4 de maio de 2009

Farra das Passagens

Ultimamente vcs acompanharam na imprensa a farra que ocorria com a utilização de passagens dos parlamentares por outras pessoas, e o pior de tudo, estas passagens são financiadas por nós, que somos medíocres cidadãos brasileiros.
Um vídeo que mostra a indignação de um jornalista sobre tal assunto. Faço das palavras de Luiz Carlos Prates as minhas.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

E A CULPA É DO PROFESSOR?

A cada dia que se passa, mais eu fico desanaminado em ser professor.
O pior é ter que escutar de uma maneira seca, e não tão amiga, a sua mãe dizendo: "Isso porque você tá só começando". Sabe, ela nem disse um: "Poxa meu filho", "Vamos tentar ser positivo", "Ânimo", "Converse com seus alunos", na verdade não cabe a mim querer fazer que a minha mãe passe a mão em minha cabeça, mas quando vc sofre, vc deseja um pouco de afago, proteção ou palavras que te revigorem, em especial que estas palavras possam vir de sua família e amigos.
Mas o pior de tudo, minha mãe está correta. Estou no começo da minha vida de professor, e já estou arrasado pelo descaso que se encontra a educação pública paulista.
Aconte o seguinte: eu estou na situação de professor eventual, um profissional que vende o seu trabalho na ausência do professor efetivo, e os alunos sabem muito bem como funciona este esquema, ou seja, os alunos têm consciência de que eu estou ali como um quebra-galho, logo não posso avaliá-los ou querer dar prosseguimento a um conteúdo, pois eu não sou o professor, e se eu passo um conteúdo a maioria dos professores não utilizaram as atividades que eu passei. Então, não precisa ser "expert" para saber que o conteúdo passado pelo professor eventual não é reconhecido, além do próprio professor eventual não ser reconhecido, o seu único mérito é ser uma babá, que tem a responsabilidade de manter os alunos dentro da sala de aula, e fazê-los com que fiquem em silêncio. Silêncio?! Como?! Eles sabem que vc tá ali como uma figura simbólica de professor, mas que de fato não é o professor, e logo o que vc passar não tem validade, ou seja, eles não vão dar atenção a vc mesmo, pois vc não é nada, é apenas uma pessoa ali na frente que "encena" ser um professor de verdade.
Na escola em que dou aula, não posso reclamar muito, mas o que escrevi acima, já ocorreu muitas vezes comigo. Porém ainda não desabafei totalmente.
Os alunos, essas figuras do ambiente escolar, são os principais responsáveis pelo o meu estresse, pois está cada dia mais díficl dar aula, coisa que pode ser explicada na falta de interesse deles e na violência com que eles vem tratando o professor, uma violência gratuita.
Por quê eu tenho que escutar gritos ensurdecedores de uma sala de 40 adolescentes?
Por quê eu tenho que entrar numa sala e ser agredido por um aluno?
Por quê eu tenho que ser alvo de piadas e de agressões verbais, como: "idiota", "viado", "filho da puta" e outras palavras?
Por quê eu tenho que ficar aguentando indisciplina de certos alunos que não sabem se comportar, e que depredam o patrimônio público?
Por quê o aluno não sabe que quando uma pessoa, no caso, o professor está falando, ele deve ficar em silêncio para escutar, e depois quando permitido pelo professor buscar fazer perguntas ou até mesmo questionar o professor?
Por quê eu tenho que aprovar um aluno, sendo que ele não atingiu os objetivos da matéria?
Por quê eles se comportam como incultos, e nada sabem discutir a não ser BBB, futilidades, e que fulano ficou com beltrano, mas a fulana, namorada do beltrano, descobriu e acabou com o namoro?


Aí entro na faculdade, aula de Psicologia da Aprendizagem, a professora, que nunca deu aula numa escola pública e tampouco estudou numa, diz:
"Vocês têm que instigar o aluno, buscar fazer uma aula interessante"..."Piaget, dizia que devemos partir do conhecimento acumulado de cada aluno, e a partir disto guiarmos o seu aprendizado"..."Busquem ser lúdicos em sala de aula"...

QUERIDA PROFESSORA DE PSICOLOGIA DA APRENDIZAGEM, NÃO SEI SE A SENHORA PERCEBEU, MAS MORAMOS NO BRASIL, E ACHO QUE AS NOSSAS ESCOLAS PÚBLICAS SÃO DEFICIENTES EM ESTRUTURA PARA QUE POSSAMOS REALIZAR AULAS MAIS INTERESSANTES, OU QUE HÁ UMA CARÊNCIA ENORME DE VERBAS PARA LEVARMOS OS ALUNOS EM EXPOSIÇÕES OU FAZER ATIVIDADES CULTURAIS. NÃO SEI, MAS ACHO QUE A SENHORA TAMBÉM NÃO SABE QUE UM PROFESSOR NA REDE PÚBLICA PRECISA TER 20 TURMAS DIFERENTES PARA CONSEGUIR GANHAR UM SALÁRIO QUE MAL DÁ PRA SUSTENTAR SUA FAMÍLIA, OU RECICLAR-SE COM NOVOS CURSOS E MATERIAIS (LIVROS, REVISTAS, FILMES, ETC). AINDA NA QUESTÃO DO PROFESSOR TER DIVERSAS TURMAS, DEVO LEMBRÁ-LA QUE É HUMANAMENTE IMPOSSÍVEL UM PROFESSOR ACOMPANHAR ALUNO POR ALUNO E SABER O SEU PRÉ-CONHECIMENTO, COMO RECOMENDA PIAGET E A SUA "GANGUE DE CONSTRUTIVISTAS", PARA QUE ELE POSSA ENSINAR A PARTIR DAQUILO QUE O ALUNO SABE, POIS 1 PROFESSOR ACUMULA 20 TURMAS, E CADA TURMA TEM APROXIMADAMENTE 40 ALUNOS, 20X40: 800 ALUNOS; POR FAVOR PROFESSORA, ME ENSINE A MAGIA PARA QUE EU POSSA TER TEMPO DE INVESTIGAR 800 ALUNOS DE MANEIRA INDIVIDUALIZADA, ENSINAR 800 ALUNOS DE MANEIRA INDIVIDUALIZADA E AVALIAR 800 ALUNOS DE MANEIRA INDIVIDUALIZADA. COMO DEVO FAZER ESTE PROCEDIMENTO EM 2 MESES (BIMESTRE)?
ACHO LINDO O QUE PIAGET E A SUA "GANGUE DE CONSTRUTIVISTAS" DIZEM, MAS TEMOS UMA ESCOLA PÚBLICA BRASILEIRA COM UMA ESTRUTURA QUE PERMITA A APLICABILIDADE DE MÉTODOS CONSTRUTIVISTAS?
COMO SER LÚDICO NUM AMBIENTE EM QUE FRASES COMO "VAI TOMAR NO CU", "FILHO DA PUTA", "CARALHO", "SUA BISCATE", SÃO CORRIQUEIRAS, E QUE O BARULHO E A BAGUNÇA REINAM?
POR FAVOR PROFESSORA DE PSICOLOGIA DA APRENDIZAGEM, VAMOS DISCUTIR UMA SOLUÇÃO PARA A CRISE DA EDUCAÇÃO, VAMOS DISCUTIR POR QUE OS PROFESSORES ANDAM TENDO DERRAMES CEREBRAIS, ATAQUES CARDÍACOS, DEPRESSÕES, OU VICIOS EM CIGARRO E BEBIDAS.
VAMOS DISCUTIR MANEIRAS DE A ESCOLA FUNCIONAR E DE FATO ENSINAR O ALUNOS, MAS ESTE DEVERÁ TER CIÊNCIA DE QUE ESTÁ ALI PARA APRENDER E DEVERÁ CUMPRIR CERTOS DEVERES PARA TER SEUS DIREITOS.

Outra coisa, a culpa não recai somente aos alunos, muitos professores ruins, realmente não merecem estar numa escola pública, entretanto não devemos generalizar e dizer que o insucesso da escola se deve a incopetência dos docentes. Cara, o sistema é que está errado, o sistema escolar está sucateado pelo governo, e nós permitimos isto, não ensinamos na escola, mas fingimos ensinar, na verdade a escola virou um depósito de acefalos, bem, eles não são acefalos, pois eles ainda possuem uns 2 ou 3 neurônios para discutir BBB.
Mas como ensinar num ambiente em que o professor é mal remunerado?
Como ensinar num ambiente em que não se reprova o aluno que não sabe escrever?
Como ensinar num ambiente em que o aluno que não sabe ler e nem escrever não recebe um reforço para aprender?
Como ensinar num ambiente em que os professores são questionados sempre cobrados, mas nunca ajudados?
Como ensinar num ambiente em que há ausência de materiais didáticos, e quando há os alunos depredam?

Agora pergunto: SERÁ QUE A MINHA PROFESSORA DE PSICOLOGIA DA APRENDIZAGEM ESTAVA CERTA EM DIZER QUE A CULPA DO ESTADO PRECÁRIO DA ESCOLA PÚBLICA HOJE EM DIA É DO PROFESSOR?

É, A CULPA É MINHA DE FICAR GRITANDO TANTO, E PERDENDO A MINHA VOZ.

POR QUÊ TENHO QUE GRITAR MESMO?
PORQUE TENHO QUE ENSINAR.
MAS ELES VÃO QUERER APRENDER MESMO?
NÃO!
ENTÃO FODA-SE TUDO........É! A CULPA É DO PROFESSOR MESMO, POIS DIANTE DE TUDO QUE VEM ACONTECENDO, A ESPERANÇA DELE MORREU.


OS GOVERNOS ANDAM CONTRATANDO PROFESSORES QUE SE FORMARAM EM FACULDADES PRECÁRIAS, POIS A FRACA FORMAÇÃO IMPLICA EM SALÁRIOS BAIXOS E EM AUSÊNCIA DE INTELIGÊNCIA PARA A MOBILIZAÇÃO DE MOVIMENTO.

NÓS PROFESSORES SOMOS BURROS E DESORGANIZADOS, POIS SÓ TENDO ESSES ADJVETIVOS PARA ACEITAR O QUE PASSAMOS EM SALA DE AULA.

terça-feira, 21 de abril de 2009

O presidente homófobo estará em maio no Brasil.

Muitos já viram este cara (foto abaixo) na televisão, ou já leram alguma reportagem sobre ele. Este é o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad de 53 anos.


Eu estava lendo uma carta do Itamaraty (Ministério das Relações Exteriores), em que o órgão brasileiro se mostra preocupado com a atitude Armadinejad na Conferência sobre Discriminação Racial realizada pelas Nações Unidas em Genebra, onde afirmou que nunca houve o Holocausto na 2ª Guerra Mundial. Pois bem, ao terminar de ler a carta, me deparei com a seguinte informação:
"Presidente do Irã visitará o Brasil na primeira semana de maio"
Eu fiquei chocado ao saber que em terras "tupiniquins" iremos receber esse político homófobo, retrógrado e fantoche dos Aiatolás.
Já que falei dos Aiatolás, deixe-me explicar de uma maneira bem simples e grosseira a organização do governo Iraniano:
Em 1979, o Irã passou por uma mudança radical, antes o país era governado por um monarca, o Xá (palavra que possui o mesmo sentido de rei para nós, ocidentais). Pois então, quando o Xá Reza Pahlevi foi deposto do governo pela chamada Revolução Islâmica, emergiram no poder os Aiatolás (sinais de Alá), que são os maiores postos da hieraquia religiosa Islâmica. Os Aitolás, numa comparação esdrúxula, seriam o equivalente aos bispos da Igreja Católica.
No caso, existem no Irã 4 poderes: O Executivo (presidente), Legislativo (parlamentares), Judiciário (Juízes) e o Conselho dos Guardiães, este acima dos outros poderes e composto pelos Aiatolás, portanto, são os Aiatolás que governam o país de fato, e como são clérigos, conduzem o país de acordo com a religião, ou seja, o país se tornou uma Teocracia (governo de deus, no contexto, o governo de Alá).
O país vai contra a diversos direitos humanos, como a liberdade sexual. Homossexualidade no Irã é crime, e a pena para pessoas homossexuais é a execução, serei mais claro, enforcam os gays e as lésbicas.

Bom, mas vamos aos fatos, em 2007, Ahmadinejad foi a Nova York na conferência da ONU, e lá aproveitou para dar uma palestra na Universidade de Colúmbia. Nesta palestra foi perguntado a ele sobre a violação dos direitos humanos no Irã e a perseguição aos gays, e sorridente Ahmadinejad respondeu:
"nós não temos homossexuais no Irã. Eu não sei quem disse isso para você".

Abaixo um vídeo do Youtube, em que mostra Ahmadinejad dizendo que não existem homossexuais em seu país. Está em inglês mas vale a pena ver mesmo assim, prestem atenção na reação da platéia após a afirmação do líder iraniano.



Em maio, receberemos tal personalidade que ao pisar em Terras brasileiras desrespeita nosso território democrático, pois seus pensamentos vão contra aos ideais pelos quais tantos homens e mulheres já lutaram e morreram neste país, o direito à liberdade, liberdade religiosa, liberdade de expressão, liberdade de ir e vir e a liberdade sexual.
Tá! Porém é uma visita política, e em política de outros países não metemos "os bedelhos", mas convenhamos, estamos falando de direitos humanos, e é impossível não criticar nos dias de hoje aqueles que agem de maneira hostil com outros seres humanos.
Pra mim, o que ocorrer na "puta que pariu" e ferir os direitos humanos, vou buscar ser totalmente crítico e, sim, vou utilizar um discurso pra criminalizar tais atitudes, a fim de defender uma toda humanidade.

Abraços!
Deni Rogê

sábado, 21 de fevereiro de 2009

O país do carnaval, onde até a política acaba em festa.

Eu estava no Blog do Josias de Sousa, jornalista da Folha, e vi essa entrevista do Professor de Ética e Filosofia da UNICAMP, Roberto Romano.
Vale a pena assistir essa entrevista realizada pelo portal UOL, pois o professor analisa os recentes fatos políticos da nossa tentativa de nação.



Abraços.
Denis

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Islândia: um país de primeiro mundo!

Pois bem, vamos falar hoje sobre a Islândia, essa ilha que fica bem no meio da Dorsal Meso-Atlântica (uma enorme cordilheira que separa as placas tectônicas) é um país considerado europeu, mas geologicamente possui partes da América e da Europa.
Nessa atual crise financeira, a Islândia viu sua economia derreter, já que bancos e empresas perderam valor e faliram. Em um dia a bolsa islandesa se desvalorizou mais de 70%.
Entretanto, esse país tenta voltar ao normal, e vamos desejar sorte aos islandeses, que juntos somam um pouco mais de 300 mil habitantes.
Em sua política de combate a crise, o governo islandês escolheu pela primeira vez uma mulher para ocupar o cargo de primeira-ministra, com a finalidade de ver sua economia se reestruturar novamente.
A escolhida foi Jóhanna Sigurðardóttir, uma política islandesa de 66 anos, e homossexual assumida.

O que nos interessa aqui leitores?

A Islândia será o primeiro país no mundo a ser governado por uma pessoa homossexual assumida, e detalhe, a maioria dos islandeses a apoiam e acham que sua sexualidade não tem nada a ver com o seu profissionalismo. Sim, a Islândia é um país que tem o mérito de estar em primeiro lugar no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).
Para se ter tal índice, a população tem que ter acesso a saúde de qualidade e principalmente uma educação excelente, porque quando instruímos bem as pessoas elas tendem a ser mais inteligentes, conscientes, educadas, informadas e menos propensas aos preconceitos.
Parabéns Islândia e sucessos na reestruturação de sua economia.
Abaixo vocês podem ver a foto de Jóhanna Sigurðardóttir.